Deus tira da evidência e coloca nos bastidores para um propósito

Da evidência para os bastidores

Nesse tempo nasceu Moisés, e era mui formoso, e foi criado três meses em casa de seu pai.
E, sendo enjeitado, tomou-o a filha de Faraó, e o criou como seu filho.
Atos 7, versículos 20 e 21

As vezes Deus faz o caminho inverso e nos faz retroceder. Ele trabalha em nós para depois trabalhar connosco.

Moisés foi criado como neto de faraó e instruído em toda ciência do Egito e foi da riqueza dos palácios para a simplicidade de morar no deserto. Das faculdades egípcias para escola de Deus. Da vida de glamour para uma vida simples de pastor de ovelhas. De príncipe e empregado. Da abundância de água do rio Nilo, agora teria que pegar água em poços. Era servido pelos empregados do palácio e passou a servir.

Jesus, como rei dos reis, também fez o caminho inverso para poder nos dar vitória. De Deus à carpinteiro. De criador a servo. De adorado no universo a rejeitado pelos seus. Do trono para cruz. Ele foi moído e esmagado por nossas transgressões.

Como pastor, Moisés iria aprender a cuidar do povo que Deus estava preparando para ele guiar e foi para uma terra por nome de Midiã os Midianitas eram descendentes de Abrão por meio de sua esposa chamada Querute (Gênesis 25), esposa essa que ele teve após ficar viúvo de Sara.

Getro, o líder daquela região conhecia a Deus. Deus habitava em Midiã.

Deus não levou Moisés ao deserto. Deus não ordenou que ele fosse ao deserto. Deus não o lançou ao deserto. Deus atraiu Moisés ao deserto, para perto dele.
Midiã se tornou um lugar de refúgio para Moisés, onde Deus estava preservando-o para usá-lo.

Deus muitas vezes nos faz irmos para um lugar onde não queremos estar, ou até mesmo não entendemos o porquê. Moisés tinha a ciência do Egito, mas para Deus usá-lo precisava de fogo na vida, fogo no caráter, fogo na alma e no espírito.

Não é minha palavra como fogo? Diz o Senhor, Deus se mostra a Moisés no fogo, Deus nós tira de um lugar de conforto e de aplausos para trabalhar em nosso caráter, em nossas vidas, para nos mostrar que dependemos dele.

Se no deserto tem sede, Ele é a água viva. Se no deserto tem fome, Ele é o pão que desceu do céu. Se as noites no deserto são escuras e frias, Ele é a luz do mundo e fogo consumidor.

Na escuridão da inveja, da incompreensão e da traição, no frio do desprezo e do abandono, o fogo que nós temos na vida não nos deixa cair.

A régua de Deus é diferente a imposta pela sociedade, pois, para Deus, o menor é o maior; para subir, tem que descer. O nosso anonimato é evidência de Deus em nossas vidas.

Que diminua-mos e Ele apareça.

A adversidade que enfrentamos não é motivo para vergonha; é o processo de Deus te moldando para um propósito maior.


Texto de Aldo Silva

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